estranha
hedionda
medonha
medo de
medo de
ser esquecida
de desaparecer nas memórias
virar pó
virar fio fininho
virar pó
virar fio fininho
virar fumaça translúcida
virar nada
virar nada
virar vento fraco
nem brisa
nem cheiro
só ser nada
nunca tive isso
isso não é meu
estranho
nunca fui esse tipo de medrosa
mas se aparecer outra barata, o que eu faço?
e quando a tristeza se embaraçar nos meus cabelos, quem desembaraça?
e quando os ombros doerem, quem me alcança o relaxante muscular?
tudo eu nessa casa
tudo eu nessa vida
e dói