poros

alisar o corpo
percorrer distâncias longas
da ponta do pé até a nuca
ida e volta sem mapa algum
deixando o imprevisível do toque ser guia
permitir-se perder-se entre a silhueta e os sons
as peles mais macias do mundo estão aqui ao alcance dos meus dedos
cheirar os poros olhar com uma lupa
dilatando tudo
e caber inteira dentro deles
um metro e setenta e seis centímetros
sessenta e cinco quilos
um corpo assim
dentro dos teus poros algo acontece